homem com a mão na cabeça preocupado com ordem de despejo

Ordem de despejo: o que é e como funciona

Brendo Belvedereze
Brendo Belvedereze

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A ordem de despejo é um processo legal complexo e formal, por meio do qual o proprietário de um imóvel solicita a desocupação do bem por parte do inquilino, devido a algum tipo de inadimplemento ou violação das cláusulas contratuais no contrato de aluguel. Esse procedimento é essencial para garantir os direitos dos proprietários, mas também é importante para assegurar que os inquilinos tenham suas garantias legais respeitadas. A seguir, vamos explorar em detalhes o que é a ordem de despejo, os principais motivos que levam a essa solicitação, como funciona o processo, e os direitos e deveres de ambas as partes envolvidas nesse tipo de situação.

O que é a ordem de despejo?

A ordem de despejo é uma ação judicial movida pelo proprietário de um imóvel contra o inquilino que não está cumprindo com as suas obrigações contratuais. Essas obrigações podem ser relacionadas a questões como a falta de pagamento do aluguel, o descumprimento de cláusulas contratuais, o uso indevido do imóvel ou até a necessidade de o proprietário usar o imóvel para fins próprios. O objetivo principal da ordem de despejo é garantir que o proprietário recupere a posse do imóvel, respeitando sempre os trâmites legais e judiciais necessários.

O despejo pode ocorrer de maneira amigável, quando o inquilino decide desocupar o imóvel voluntariamente após uma solicitação do proprietário, ou pode ser uma medida forçada, quando o inquilino se recusa a desocupar o imóvel mesmo após a notificação judicial.

Motivos para a ordem de despejo

Os motivos mais comuns para a ordem de despejo incluem:

  1. Falta de Pagamento: Quando o inquilino não paga o aluguel por um período determinado, o proprietário tem o direito de solicitar a desocupação do imóvel. De acordo com a legislação brasileira, o inquilino tem um prazo de 30 dias para regularizar a situação após a notificação extrajudicial de inadimplência. Caso não haja o pagamento ou acordo entre as partes, o proprietário pode ingressar com a ação de despejo, dando início ao processo judicial.
  2. Descumprimento de Cláusulas Contratuais: Além da falta de pagamento, a violação de outras cláusulas do contrato de locação também pode resultar em uma ordem de despejo. Tais cláusulas incluem o uso indevido do imóvel, como a realização de atividades comerciais sem a devida autorização, a sublocação não autorizada, a modificação da estrutura do imóvel sem consentimento, ou até o descumprimento das regras de convivência estipuladas no contrato.
  3. Necessidade de Uso Próprio: Em algumas situações, o proprietário pode precisar do imóvel para uso próprio ou para uso de familiares próximos, como filhos ou pais. Quando isso acontece, o proprietário pode pedir a ordem de despejo, desde que apresente ao juiz que o imóvel será destinado para a sua moradia ou de um familiar que tenha direito à convivência no imóvel. Neste caso, o proprietário não precisa alegar inadimplência ou violação contratual, mas sim a necessidade legítima de usar o imóvel.
  4. Fim do Contrato: Quando o contrato de locação chega ao seu término e o inquilino não desocupa o imóvel, o proprietário pode recorrer à ordem de despejo. Isso ocorre, por exemplo, em contratos de aluguel por tempo determinado, que vencem após o prazo estipulado no acordo. Caso o inquilino não deixe o imóvel dentro do prazo previsto, o proprietário tem o direito de solicitar o despejo judicial.

Como funciona o processo de despejo?

  1. Notificação Extrajudicial: O proprietário notifica o inquilino formalmente sobre a inadimplência ou descumprimento contratual, solicitando a regularização ou desocupação.
  2. Ação de Despejo: Caso o inquilino não resolva a situação, o proprietário entra com uma ação de despejo na justiça.
  3. Citação do Inquilino: O inquilino é citado judicialmente para apresentar sua defesa.
  4. Audiência e Julgamento: Uma audiência é realizada, onde ambas as partes apresentam suas argumentações. O juiz decide sobre a procedência ou não da ação.
  5. Execução da Desocupação: Se o juiz decidir pelo despejo, é emitida uma ordem judicial para a desocupação do imóvel. O inquilino é notificado e tem um prazo para desocupar voluntariamente.

Direitos e deveres dos envolvidos na ordem de despejo

Direitos do proprietário na ordem de despejo

O proprietário tem o direito de solicitar a desocupação do imóvel, respeitando sempre os prazos legais e seguindo os procedimentos estabelecidos pela lei. Ele tem o direito de requerer o despejo quando o inquilino não cumprir suas obrigações contratuais, seja por inadimplência ou por outro motivo estipulado no contrato.

Direitos do Inquilino na ordem de despejo

O inquilino tem direito à ampla defesa durante o processo, podendo contestar a ordem de despejo se acreditar que ela não é válida. Ele também tem direito de ser notificado de forma formal e de ser informado sobre os motivos do despejo. Caso o processo seja decidido a favor do inquilino, ele pode permanecer no imóvel ou, em alguns casos, renegociar o contrato.

Deveres do Proprietário

O proprietário deve sempre agir dentro dos limites da lei, notificando o inquilino de forma correta e seguindo todos os trâmites legais para a solicitação de despejo. Ele também deve dar a chance para que o inquilino regularize a situação antes de recorrer à justiça.

Deveres do Inquilino

O inquilino tem o dever de cumprir todas as cláusulas do contrato de locação, pagando o aluguel e encargos de forma pontual e respeitando as regras acordadas. Caso haja algum problema ou imprevisto, o ideal é comunicar o proprietário e tentar resolver a situação de forma amigável.

Dicas para Evitar a Ordem de Despejo

  1. Comunicação aberta: Manter um diálogo constante entre o proprietário e o inquilino pode ajudar a evitar mal-entendidos e facilitar a resolução de problemas antes que eles se agravem.
  2. Regularização de pagamentos: O inquilino deve priorizar o pagamento do aluguel e de encargos relacionados, como condomínio e IPTU, para evitar qualquer tipo de inadimplência.
  3. Conhecimento do contrato: Ambos, proprietário e inquilino, devem conhecer todas as cláusulas do contrato de locação para garantir que seus direitos e deveres sejam cumpridos de forma clara.
  4. Apoio legal: Buscar orientação de um advogado especializado pode ser útil em casos de dúvidas ou problemas com o contrato ou com a solicitação de despejo.

A ordem de despejo é um processo legal que visa garantir os direitos do proprietário e do inquilino. É essencial que ambos estejam cientes de suas obrigações e direitos para evitar conflitos.

Dicas e Decoração

Brendo Belvedereze

Especialista em captação de imóveis. Há 9 anos no mercado imobiliário. CRECI-SC 56124-F